Aprofundamento dos Discípulos Missionários para uma oblação bem generosa e consciente


Hóstia significa vítima sacrificada. Hostil é aquele que sacrifica a hóstia, ou seja, que sacrifica a vítima. O Pão Consagrado na Missa passou a ser chamado de hóstia por isso. Porque ali está o mesmo Jesus que foi crucificado e que disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vocês. Este cálice é a nova aliança do meu sangue, que é derramado por vocês” (Lc 22,19-20).

 

A exemplo do Mestre que deu a vida por nós, os Discípulos Servidores devemos ser hóstias, não hostis. Ou seja, devemos fazer a oblação do nosso corpo como hóstia viva santa e agradável a Deus:

 

Rm 12,1 Irmãos, pela misericórdia de Deus, peço que vocês ofereçam os próprios corpos como hóstia viva, santo e agradável a Deus. Esse é o culto autêntico de vocês. 2 Não se amoldem às estruturas deste mundo, mas transformem-se pela renovação da mente, a fim de distinguir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que é agradável a ele, o que é perfeito.

 

Então o Apóstolo passa a explicar como se dá essa oblação de forma concreta:

 

Rm 12,3 Em nome da graça que me foi concedida, eu digo a cada um de vocês: não tenham de si mesmos conceito maior do que convém, mas um conceito justo, de acordo com a fé, na medida que Deus concedeu a cada um. 4 Num só corpo há muitos membros, e esses membros não têm todos a mesma função. 5 O mesmo acontece conosco: embora sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, e, cada um por sua vez, é membro dos outros. 6 Mas temos dons diferentes, conforme a graça concedida a cada um de nós. Quem tem o dom da profecia, deve exercê-lo de acordo com a fé; 7 se tem o dom do serviço, que o exerça servindo; se do ensino, que ensine; 8 se é de aconselhar, aconselhe; se é de distribuir donativos, faça-o com simplicidade; se é de presidir à comunidade, faça-o com zelo; se é de exercer misericórdia, faça-o com alegria.

 

Rm 12,9 Que o amor de vocês seja sem hipocrisia: detestem o mal e apeguem-se ao bem; 10 no amor fraterno, sejam carinhosos uns com os outros, rivalizando na mútua estima. 11 Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos; sejam fervorosos de espírito, servindo ao Senhor. 12 Sejam alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. 13 Sejam solidários com os cristãos em suas necessidades e se aperfeiçoem na prática da hospitalidade. 14 Abençoem os que perseguem vocês; abençoem e não amaldiçoem. 15 Alegrem-se com os que se alegram, e chorem com os que choram. 16 Vivam em harmonia uns com os outros. Não se deixem levar pela mania de grandeza, mas se afeiçoem às coisas modestas. Não se considerem sábios. 17 Não paguem a ninguém o mal com o mal; a preocupação de vocês seja fazer o bem a todos os homens. 18 Se for possível, no que depende de vocês, vivam em paz com todos. 19 Amados, não façam justiça por própria conta, mas deixem a ira de Deus agir, pois o Senhor diz na Escritura: «A mim pertence a vingança; eu mesmo vou retribuir.» 20 Mas, se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber; desse modo, você fará o outro corar de vergonha. 21 Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem.

 

Nesta mesma perspectiva a Igreja ensina que ao participar da Missa os fiéis “aprendam a oferecer-se a si próprios, oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele e, assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos”.

 

A oblação anual é, portanto, o Discípulo Servidor oferecendo o seu próprio corpo como hóstia viva santa e agradável a Deus, dentro do carisma vocacional do DJC.

 

Além do que já falamos, esta oblação implica a fidelidade na Missa dominical, encontros do DJC, Siloé, Ofício Divino da Palavra de Deus, Corpo de Apostolado, Contribuição Fiel, partilha dos carismas e convivência fraterna com os irmãos.

 

É necessária esta consciência da oblação anual dento da Vocação DJC para bem celebrá-la e frutificar ao longo do ano.

 

Oblação, esse é o culto autêntico do Discípulo Servidor!


Att,


Pe. Marcos Oliveira

Acompanhante Geral do DJC

12 10 23





Servo por amor


Numa noite de suor, sobre o barco em alto mar

O céu começa a clarear, a tua rede está vazia

Mas a voz que te chama, te mostrará um outro mar

E sobre muitos corações, a tua rede lançará

 

Doa a tua vida 

como Maria aos pés da cruz

E serás

Servo de cada homem

Servo por amor

Sacerdote da humanidade

 

Caminhavas no silêncio, esperando além da dor

Que a semente que tu lançavas

Num bom terreno germinasse

Mas o coração exulta porque o campo já está dourado

O grão maduro pelo Sol, no celeiro pode entrar